"Lamentações de Aécio entre os ipanemitas:
Como me legou o Senhor a vagar entre as bestas do deserto! Fez rebentar a fibra de minha esperança, e não se lembrou dos sacrifícios de minha casa. Rondo hoje as cidades a procurar ouvidos, como um pedinte. Meu manto de penas jaz desfiado, legado ao monturo do acampamento. Meus inimigos a mim reservam o escárnio, e meus amigos perderam a memória. Se no mercado subo a um caixote, tomam-me por verdureiro. Logo eu, que reinava sobre os lavradores, os escribas e os mercadores das montanhas, mesmo sem nunca sair do areal dos ipanemitas! Senhor, vamos conversar. Faz ir embora a nuvem de verde e vermelho. Restaura o tempo em que a glória pousava sobre os campos de minha família.”

"Lamentações de Aécio entre os ipanemitas:

Como me legou o Senhor a vagar entre as bestas do deserto! Fez rebentar a fibra de minha esperança, e não se lembrou dos sacrifícios de minha casa. Rondo hoje as cidades a procurar ouvidos, como um pedinte. Meu manto de penas jaz desfiado, legado ao monturo do acampamento. Meus inimigos a mim reservam o escárnio, e meus amigos perderam a memória. Se no mercado subo a um caixote, tomam-me por verdureiro. Logo eu, que reinava sobre os lavradores, os escribas e os mercadores das montanhas, mesmo sem nunca sair do areal dos ipanemitas! Senhor, vamos conversar. Faz ir embora a nuvem de verde e vermelho. Restaura o tempo em que a glória pousava sobre os campos de minha família.”

"Edir pastoreava no Vale de Recó quando lhe sobreveio uma visão: para além do arroio, havia uma cabana feita de capim seco, espelho para o sol. O pastor coçou os olhos, testou se seguia firme sobre os pés, e seguiu vendo. À segunda olhada, a cabana lá persistia, mas agora cercada por um bando de feras bravias, em repouso como dóceis carneirinhos. Ali deitava o lobo e também o urso, a cobra e ainda a hiena, o jaguar e enfim o publicitário. Edir caminhou rumo ao arroio. Na sua face, raiava o ouro do capim seco. Mais perto, mais ele enxergou. As feras dormiam sobre um tapete de escorpiões. Uma coroa, armada a um gancho, dominava a entrada da cabana. De dentro dela, vinha o calor de um fogo frio. Edir tentou olhar para a fonte daquele calor, e caiu arrebatado. Acordou sobre um leito de pedras, na mesma beira de arroio. Não havia mais cabana alguma. Então voltou Edir à companhia dos pastores, que não o distinguiram, e perguntaram: ‘Quem é este ancião?’. Crescera à noite em Edir uma barba de Aarão, tomada de cãs e descida até a orla de suas vestes. E disse ele: ‘O Senhor nos comanda a erguer um templo como o de Salomão’. Reconheceram aí os outros pastores a Edir, e fizeram por bem chamar os fieis, e mandaram trazer pedras de Hebron, leito dos patriarcas. Em quatro anos, construíram eles o templo na praça de Al-Brás, bem nas várzeas dos itaqueritas. Tinha o templo dois mil e dezoito côvados de comprimento, dois mil trezentos e vinte côvados de largura, mil duzentos e trinta côvados de altura, e nenhuma janela. Ao verem aquilo pronto, assombraram-se os grandes e os pequenos, os pedintes e os príncipes, os israelitas e os gentios."

"Edir pastoreava no Vale de Recó quando lhe sobreveio uma visão: para além do arroio, havia uma cabana feita de capim seco, espelho para o sol. O pastor coçou os olhos, testou se seguia firme sobre os pés, e seguiu vendo. À segunda olhada, a cabana lá persistia, mas agora cercada por um bando de feras bravias, em repouso como dóceis carneirinhos. Ali deitava o lobo e também o urso, a cobra e ainda a hiena, o jaguar e enfim o publicitário. Edir caminhou rumo ao arroio. Na sua face, raiava o ouro do capim seco. Mais perto, mais ele enxergou. As feras dormiam sobre um tapete de escorpiões. Uma coroa, armada a um gancho, dominava a entrada da cabana. De dentro dela, vinha o calor de um fogo frio. Edir tentou olhar para a fonte daquele calor, e caiu arrebatado. Acordou sobre um leito de pedras, na mesma beira de arroio. Não havia mais cabana alguma. Então voltou Edir à companhia dos pastores, que não o distinguiram, e perguntaram: ‘Quem é este ancião?’. Crescera à noite em Edir uma barba de Aarão, tomada de cãs e descida até a orla de suas vestes. E disse ele: ‘O Senhor nos comanda a erguer um templo como o de Salomão’. Reconheceram aí os outros pastores a Edir, e fizeram por bem chamar os fieis, e mandaram trazer pedras de Hebron, leito dos patriarcas. Em quatro anos, construíram eles o templo na praça de Al-Brás, bem nas várzeas dos itaqueritas. Tinha o templo dois mil e dezoito côvados de comprimento, dois mil trezentos e vinte côvados de largura, mil duzentos e trinta côvados de altura, e nenhuma janela. Ao verem aquilo pronto, assombraram-se os grandes e os pequenos, os pedintes e os príncipes, os israelitas e os gentios."

"Os tropiqueus então jaziam na estrada, enfastiados como cortesões da Babilônia. Por três semanas, entregaram-se eles aos prazeres havelangitas, em orgias adornadas pela imagem de uma besta-fera chamada Fuleque. O Senhor de Israel viu tudo, e se arrependeu de ter eleito os tropiqueus para realizar portentos nos campos consagrados. E disse o Senhor: ‘Dos grandes aos pequenos, dos joiados aos remediados, varrerei da terra os truques e os artifícios pelo quais ficaram conhecidos os tropiqueus em seus jogos’. Desceram naquele dia sobre os tropiqueus sete pragas do norte, pelos pés e pelas mãos de bárbaros do norte. No templo das montanhas, restaram apenas cinzas e ruínas onde antes havia júbilo. Nas praças de Israel, assim diziam os profetas: ‘Corrompemos a geração. Tombamos dos degraus. Somos por ora a sombra da sombra de um filho pródigo. Arrependei, purgai, arrojai poeira sobre vossas cabeças’. Sete dias e sete noites se passaram. Entre as cinzas do templo da montanhas, levantou-se José, filho de Maria e de Marim, a quem juravam morto há oitenta anos. E o ancião anunciou: ‘Ainda vivo. E anuncio que Dunguiel, general bovineu, comandará nossos homens, mesmo tendo perdido sua última batalha’. Na manhã seguinte, cruzes ergueram-se nos montes de Jerusalém. A cada doze delas, lia-se uma mensagem: ‘Aqui dormirão os escribas’."

"Os tropiqueus então jaziam na estrada, enfastiados como cortesões da Babilônia. Por três semanas, entregaram-se eles aos prazeres havelangitas, em orgias adornadas pela imagem de uma besta-fera chamada Fuleque. O Senhor de Israel viu tudo, e se arrependeu de ter eleito os tropiqueus para realizar portentos nos campos consagrados. E disse o Senhor: ‘Dos grandes aos pequenos, dos joiados aos remediados, varrerei da terra os truques e os artifícios pelo quais ficaram conhecidos os tropiqueus em seus jogos’. Desceram naquele dia sobre os tropiqueus sete pragas do norte, pelos pés e pelas mãos de bárbaros do norte. No templo das montanhas, restaram apenas cinzas e ruínas onde antes havia júbilo. Nas praças de Israel, assim diziam os profetas: ‘Corrompemos a geração. Tombamos dos degraus. Somos por ora a sombra da sombra de um filho pródigo. Arrependei, purgai, arrojai poeira sobre vossas cabeças’. Sete dias e sete noites se passaram. Entre as cinzas do templo da montanhas, levantou-se José, filho de Maria e de Marim, a quem juravam morto há oitenta anos. E o ancião anunciou: ‘Ainda vivo. E anuncio que Dunguiel, general bovineu, comandará nossos homens, mesmo tendo perdido sua última batalha’. Na manhã seguinte, cruzes ergueram-se nos montes de Jerusalém. A cada doze delas, lia-se uma mensagem: ‘Aqui dormirão os escribas’."

“Os israelitas se juravam grandes naqueles dias. ‘Tremem as nações diante da visão de nosso manto tecido em ouro’, diziam os soberbos entre eles. Mas, nas batalhas, então, a vitória lhes sobrevinha não por dádiva, mas por astúcia. Apesar das provações, seus generais não diziam graças: antes profetizavam outras glórias aos escribas. Eram esses generais dois: Luiz Felipe, bovineu, e Carlos, ipanemita que provara do fruto da parreira e certa tarde anunciara: ‘Nossas mãos já tocam o cálice do Senhor’. No oitavo do sétimo mês, faltaram os israelitas Neemar, filho de Neemar, e Tiago, o irmão do pranto. Mesmo assim, abriram eles as portas do templo da montanha para exibir sua glória a estrangeiros vindos do norte, bárbaros na origem e justos no proceder. Naquele dia, os israelitas choraram. Viram das mãos e dos pés dos gentios saírem milagres: nem um, nem dois, mas em número de sete, até quando os gentios descansaram, por piedade. Luiz Felipe, bovineu, ergueu os olhos aos céus, e clamou: ‘Senhor, por que rejeitas a nossa oferta? Por que nos atiras ao Vale da Pane?’. E os céus se fecharam, e houve breu.”

“Os israelitas se juravam grandes naqueles dias. ‘Tremem as nações diante da visão de nosso manto tecido em ouro’, diziam os soberbos entre eles. Mas, nas batalhas, então, a vitória lhes sobrevinha não por dádiva, mas por astúcia. Apesar das provações, seus generais não diziam graças: antes profetizavam outras glórias aos escribas. Eram esses generais dois: Luiz Felipe, bovineu, e Carlos, ipanemita que provara do fruto da parreira e certa tarde anunciara: ‘Nossas mãos já tocam o cálice do Senhor’. No oitavo do sétimo mês, faltaram os israelitas Neemar, filho de Neemar, e Tiago, o irmão do pranto. Mesmo assim, abriram eles as portas do templo da montanha para exibir sua glória a estrangeiros vindos do norte, bárbaros na origem e justos no proceder. Naquele dia, os israelitas choraram. Viram das mãos e dos pés dos gentios saírem milagres: nem um, nem dois, mas em número de sete, até quando os gentios descansaram, por piedade. Luiz Felipe, bovineu, ergueu os olhos aos céus, e clamou: ‘Senhor, por que rejeitas a nossa oferta? Por que nos atiras ao Vale da Pane?’. E os céus se fecharam, e houve breu.”

"Subiu Dilma ao templo dos itaqueritas num dia de festa. Os zelotes entre os fiéis perceberam, e enunciaram uma praga: ‘Que visite Sodoma e que Sodoma a visite’. Os conselheiros da rainha viram no grito dos zelotes uma ofensa, e assim se queixaram: ‘As feras criadas pelos mercadores gritam por carne’. Inácio, rei antigo, viu tudo de sua janela. E então disse Inácio: ‘Buscai as mãos desses homens. Nelas, não encontrareis calos, nem traços de enxada’. E os zelotes enunciaram ainda mais pragas."

"Subiu Dilma ao templo dos itaqueritas num dia de festa. Os zelotes entre os fiéis perceberam, e enunciaram uma praga: ‘Que visite Sodoma e que Sodoma a visite’. Os conselheiros da rainha viram no grito dos zelotes uma ofensa, e assim se queixaram: ‘As feras criadas pelos mercadores gritam por carne’. Inácio, rei antigo, viu tudo de sua janela. E então disse Inácio: ‘Buscai as mãos desses homens. Nelas, não encontrareis calos, nem traços de enxada’. E os zelotes enunciaram ainda mais pragas."

“O sacerdote Sanchiel tomou a frente, e disse aos coríntios entre os itaqueritas: ‘O amor é uma obra inacabada, sempre em construção. A boa vontade do justo se cimenta na paciência, e a tranca para os Céus nunca se abre com presteza. Setenta e sete anos de sangue correram, e eis aqui o nosso templo, reluzente em mármore branco’. Os coríntios entre os itaqueritas saudaram Sanchiel. Os mercadores havelangitas acharam bom. Sanchiel continuou: ‘Para que testemunhem nossa glória, mandamos vir do sul os manueis da ilha, tropiqueus como nós’. Os manueis pisaram então o pátio consagrado. Trajavam eles vestes rústicas e oravam em língua estrangeira, enquanto sacudiam folhas da figueira. Naquela hora, abalou-se sobre o templo uma tormenta. Os coríntios entre os itaqueritas procuraram abrigo, e viram que abrigo não havia, pois o templo, como o amor anunciado por Sanchiel, seguia inacabado. Os manueis perseveraram na oração, para espanto dos homens da terra, e realizaram, ao fim daquele dia, portentos. De geração em geração, a partir de então, os vizinhos dos coríntios fizeram lembrar: ‘No primeiro dia, os coríntios foram estrangeiros em sua própria casa’.”

“O sacerdote Sanchiel tomou a frente, e disse aos coríntios entre os itaqueritas: ‘O amor é uma obra inacabada, sempre em construção. A boa vontade do justo se cimenta na paciência, e a tranca para os Céus nunca se abre com presteza. Setenta e sete anos de sangue correram, e eis aqui o nosso templo, reluzente em mármore branco’. Os coríntios entre os itaqueritas saudaram Sanchiel. Os mercadores havelangitas acharam bom. Sanchiel continuou: ‘Para que testemunhem nossa glória, mandamos vir do sul os manueis da ilha, tropiqueus como nós’. Os manueis pisaram então o pátio consagrado. Trajavam eles vestes rústicas e oravam em língua estrangeira, enquanto sacudiam folhas da figueira. Naquela hora, abalou-se sobre o templo uma tormenta. Os coríntios entre os itaqueritas procuraram abrigo, e viram que abrigo não havia, pois o templo, como o amor anunciado por Sanchiel, seguia inacabado. Os manueis perseveraram na oração, para espanto dos homens da terra, e realizaram, ao fim daquele dia, portentos. De geração em geração, a partir de então, os vizinhos dos coríntios fizeram lembrar: ‘No primeiro dia, os coríntios foram estrangeiros em sua própria casa’.”

"O anjo do Senhor encontrou Geraldo, o Médico, às portas do palácio, e disse: ‘Filho do homem, a tu, que vestes o manto de penas para reinar sobre os itaqueritas, participo-te em nome do Senhor: Cairá sobre os teus domínios uma praga nunca percebida desde o tempo dos faraós do Egito, e será essa praga a da seca’. Então respondeu o Médico: ‘Sou um rei penitente. Oro sobre a pedra. Amasso o barro. Mortifico a carne. E a justiça ao justo?’. O anjo retrucou: ‘Filho do homem, por agora, a paga dos teus será a água morta. Com essa água amarga derramarão os vasos e banhar-se-ão os teus’. Sete semanas se passaram, e a seca veio. Geraldo assim falou ao povo: ‘Os céus testam nosso reino e nossa casa milenar. Os açudes, eles mesmos, têm sede. Ipanemitas e tijuqueus viraram-nos as costas. As aldeias e as cidades sofrem, mas a culpa é de ninguém. Pela fé, extraí do fundo um maná em goles, uma água limpa, viva, digna dos príncipes da Pérsia, Assíria e Babilônia. Goza dela como a uma dádiva’."

"O anjo do Senhor encontrou Geraldo, o Médico, às portas do palácio, e disse: ‘Filho do homem, a tu, que vestes o manto de penas para reinar sobre os itaqueritas, participo-te em nome do Senhor: Cairá sobre os teus domínios uma praga nunca percebida desde o tempo dos faraós do Egito, e será essa praga a da seca’. Então respondeu o Médico: ‘Sou um rei penitente. Oro sobre a pedra. Amasso o barro. Mortifico a carne. E a justiça ao justo?’. O anjo retrucou: ‘Filho do homem, por agora, a paga dos teus será a água morta. Com essa água amarga derramarão os vasos e banhar-se-ão os teus’. Sete semanas se passaram, e a seca veio. Geraldo assim falou ao povo: ‘Os céus testam nosso reino e nossa casa milenar. Os açudes, eles mesmos, têm sede. Ipanemitas e tijuqueus viraram-nos as costas. As aldeias e as cidades sofrem, mas a culpa é de ninguém. Pela fé, extraí do fundo um maná em goles, uma água limpa, viva, digna dos príncipes da Pérsia, Assíria e Babilônia. Goza dela como a uma dádiva’."

"En aquellos días, Francisco de Boedo ya reinaba en Roma. En un sueño, se le apareció un ángel del Señor y el ángel no dijo nada: sólo caminó por las tierras de tropiqueos. Primero, el ángel recorrió una alfombra de tizones en llamas, mientras los demonios caían cerca de la montaña. Luego el ángel hizo dormir a hombres que se decían incapaces de morir. A última hora, el ángel se detuvo frente a la imagen de una cruz que flotaba en el cielo profundo. Entonces despertó el emperador. Francisco llamó a su ayudante, y dijo así: ‘Junta a los novicios, y convoca a una vigilia para que los hombres de mi raíz, los boeditas, vuelvan a su tierra no solamente grandes, pero al fin libres’."

"En aquellos días, Francisco de Boedo ya reinaba en Roma. En un sueño, se le apareció un ángel del Señor y el ángel no dijo nada: sólo caminó por las tierras de tropiqueos. Primero, el ángel recorrió una alfombra de tizones en llamas, mientras los demonios caían cerca de la montaña. Luego el ángel hizo dormir a hombres que se decían incapaces de morir. A última hora, el ángel se detuvo frente a la imagen de una cruz que flotaba en el cielo profundo. Entonces despertó el emperador. Francisco llamó a su ayudante, y dijo así: ‘Junta a los novicios, y convoca a una vigilia para que los hombres de mi raíz, los boeditas, vuelvan a su tierra no solamente grandes, pero al fin libres’."

"Os varões chegaram à campina, e montaram acampamento entre as colunas de fumaça, pois ali lhes parecia bom. O mais bravio entre eles proclamou: ‘A esta terra chamaremos S0d0ma, para que os filhos de Ló possam para cá regressar sem medo’. Àquela hora, por ali passava um barqueiro, de nome Paulo, sábio entre os silvinos. E perguntou Paulo: ‘Sabei vós que esta campina hoje tomada pelo sal e pelo enxofre foi um dia devastada pela ira do Altíssimo?’. O mesmo varão respondeu: ‘Nada temos com os antigos sodomitas e seus modos, isso te asseguro. Somos g0ys, os mais justos entre as nações’. Então seguiu rumo o barqueiro silvino, cantando no Jordão o hino de seus ancestrais: 
Como era grande a piroga deleDescendo o rio, correndo a Eilat.”

"Os varões chegaram à campina, e montaram acampamento entre as colunas de fumaça, pois ali lhes parecia bom. O mais bravio entre eles proclamou: ‘A esta terra chamaremos S0d0ma, para que os filhos de Ló possam para cá regressar sem medo’. Àquela hora, por ali passava um barqueiro, de nome Paulo, sábio entre os silvinos. E perguntou Paulo: ‘Sabei vós que esta campina hoje tomada pelo sal e pelo enxofre foi um dia devastada pela ira do Altíssimo?’. O mesmo varão respondeu: ‘Nada temos com os antigos sodomitas e seus modos, isso te asseguro. Somos g0ys, os mais justos entre as nações’. Então seguiu rumo o barqueiro silvino, cantando no Jordão o hino de seus ancestrais: 

Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo a Eilat.”

"Sermão de Celebeu, reclinado sobre uma pedra na cidade de Roriz: ‘No poço corrompido não lavará o sacerdote o seu manto. Do vaso quebrado não beberá o nazireu o seu gole. Com o animal impuro não dividirá o pastor a sua tenda. Desde o jugo dos gajos, os príncipes de Israel empregam feiticeiros para que cuidem de seu tesouro. Um dia, passeiam esses homens com barras de ouro cobertas de manchas. No outro dia, o mesmo ouro surge limpo, no alforje dos mercadores. A esses feiticeiros, nossos antigos chamaram "doleiros", pois carregam eles a culpa pelos príncipes. A astúcia grita: quando perguntados, os senhores de Israel juram não ter com os doleiros, mas a Corte dos Céus a isso enxerga. Por isso, remediados, ofendidos e humilhados da terra, eu vos digo: do doleiro não tomeis nem o travesseiro’."

"Sermão de Celebeu, reclinado sobre uma pedra na cidade de Roriz: ‘No poço corrompido não lavará o sacerdote o seu manto. Do vaso quebrado não beberá o nazireu o seu gole. Com o animal impuro não dividirá o pastor a sua tenda. Desde o jugo dos gajos, os príncipes de Israel empregam feiticeiros para que cuidem de seu tesouro. Um dia, passeiam esses homens com barras de ouro cobertas de manchas. No outro dia, o mesmo ouro surge limpo, no alforje dos mercadores. A esses feiticeiros, nossos antigos chamaram "doleiros", pois carregam eles a culpa pelos príncipes. A astúcia grita: quando perguntados, os senhores de Israel juram não ter com os doleiros, mas a Corte dos Céus a isso enxerga. Por isso, remediados, ofendidos e humilhados da terra, eu vos digo: do doleiro não tomeis nem o travesseiro’."

"Um emissário do reino foi ao Rabi Abravanel de Anhanguera entre as palmeiras de Miami. E disse o emissário: ‘A guerra se faz em seus campos, e um sacrifício deve ser feito em nome da paz. Derruba Raquel de Tambaú do trono de teu templo, pois com ela inflama-se a tenda dos zelotes, ou os essebeteus jamais verão o ouro da arca de Salomão novamente’. E Rabi Abravanel disse ao anjo: ‘Negociemos. Envio Raquel para meditar por sete dias e sete noites no deserto, até que se faça a paz. Então a coloco novamente no trono, onde ela pregará em silêncio. Leva minha oferta à rainha, herdeira do baú de Salomão’. E o emissário voltou a Jerusalém. E Raquel passou a falar da língua das pedras e das árvores."

"Um emissário do reino foi ao Rabi Abravanel de Anhanguera entre as palmeiras de Miami. E disse o emissário: ‘A guerra se faz em seus campos, e um sacrifício deve ser feito em nome da paz. Derruba Raquel de Tambaú do trono de teu templo, pois com ela inflama-se a tenda dos zelotes, ou os essebeteus jamais verão o ouro da arca de Salomão novamente’. E Rabi Abravanel disse ao anjo: ‘Negociemos. Envio Raquel para meditar por sete dias e sete noites no deserto, até que se faça a paz. Então a coloco novamente no trono, onde ela pregará em silêncio. Leva minha oferta à rainha, herdeira do baú de Salomão’. E o emissário voltou a Jerusalém. E Raquel passou a falar da língua das pedras e das árvores."

"Durante setenta e sete anos, os homens empastaram sangue em ouro para erguer o mais rico templo dos itaqueritas. ‘Ficará pronto a tempo dos jogos’, diziam os guardas que empunhavam as lanças de fifas. Nas pedras do templo, havia a inscrição: ‘FVLECO REX DECLARATVS. VALQUES, LVLA ET DILMVS AVDIERVNT: DA AVRVM ODEBRECTVS’."

"Durante setenta e sete anos, os homens empastaram sangue em ouro para erguer o mais rico templo dos itaqueritas. ‘Ficará pronto a tempo dos jogos’, diziam os guardas que empunhavam as lanças de fifas. Nas pedras do templo, havia a inscrição: ‘FVLECO REX DECLARATVS. VALQUES, LVLA ET DILMVS AVDIERVNT: DA AVRVM ODEBRECTVS’."

"Um fariseu caminhava pela cidade de Roriz, dura flor do deserto, quando enxergou o profeta Ariano prostrado no chão. E disse o fariseu: ‘Vede como tratam os justos nesta terra de apóstatas’. Houve escândalo, e os zelotes chegaram a clamar: ‘Que se lavem os palácios com o sangue dos ímpios’. Então um discípulo de Ariano tomou a frente, e fez por bem explicar: ‘Assim é que repousam os santos sobre os recifes, conforme o costume’.”

"Um fariseu caminhava pela cidade de Roriz, dura flor do deserto, quando enxergou o profeta Ariano prostrado no chão. E disse o fariseu: ‘Vede como tratam os justos nesta terra de apóstatas’. Houve escândalo, e os zelotes chegaram a clamar: ‘Que se lavem os palácios com o sangue dos ímpios’. Então um discípulo de Ariano tomou a frente, e fez por bem explicar: ‘Assim é que repousam os santos sobre os recifes, conforme o costume’.”

"Carta aos Festivos: Ao nascer do sol, Pondel, aquele que portava o incenso durante as cerimônias, foi aos homens e disse: ‘Façam abrir as portas de Roma, para que aqui haja música, e haja festa, e hajam licores. Devemos atrair as mulheres, principalmente as jovens, que hoje preferem se deitar com os apóstolos daquele que se diz filho do Senhor’. Mas a voz de Pondel foi ouvida pelos israelitas e se espalhou até o Egito. E metade das gentes fez-se rir. A outra metade se revoltou."

"Carta aos Festivos: Ao nascer do sol, Pondel, aquele que portava o incenso durante as cerimônias, foi aos homens e disse: ‘Façam abrir as portas de Roma, para que aqui haja música, e haja festa, e hajam licores. Devemos atrair as mulheres, principalmente as jovens, que hoje preferem se deitar com os apóstolos daquele que se diz filho do Senhor’. Mas a voz de Pondel foi ouvida pelos israelitas e se espalhou até o Egito. E metade das gentes fez-se rir. A outra metade se revoltou."

"Os zoeiritas escreveram na pedra do tuinto: ‘Rasguemos as vestes, pois Catra, o profeta, está morto’. Houve choro, e houve medo. Catra, que adormecia entre aquelas que conhecera, soube, e mandou avisar: ‘Meus discípulos, meus duzentos e sessenta filhos, minhas setenta esposas enfileiradas e minhas trezentas e sessenta concubinas amparadas sob a minha tenda precisam saber: Catra vive, e a obra ainda está por fazer. E cá vos digo: não há mais bravio na Casa de Israel; agora quem manda são as donzelas’."

"Os zoeiritas escreveram na pedra do tuinto: ‘Rasguemos as vestes, pois Catra, o profeta, está morto’. Houve choro, e houve medo. Catra, que adormecia entre aquelas que conhecera, soube, e mandou avisar: ‘Meus discípulos, meus duzentos e sessenta filhos, minhas setenta esposas enfileiradas e minhas trezentas e sessenta concubinas amparadas sob a minha tenda precisam saber: Catra vive, e a obra ainda está por fazer. E cá vos digo: não há mais bravio na Casa de Israel; agora quem manda são as donzelas’."