"Os tropiqueus então jaziam na estrada, enfastiados como cortesões da Babilônia. Por três semanas, entregaram-se eles aos prazeres havelangitas, em orgias adornadas pela imagem de uma besta-fera chamada Fuleque. O Senhor de Israel viu tudo, e se arrependeu de ter eleito os tropiqueus para realizar portentos nos campos consagrados. E disse o Senhor: ‘Dos grandes aos pequenos, dos joiados aos remediados, varrerei da terra os truques e os artifícios pelo quais ficaram conhecidos os tropiqueus em seus jogos’. Desceram naquele dia sobre os tropiqueus sete pragas do norte, pelos pés e pelas mãos de bárbaros do norte. No templo das montanhas, restaram apenas cinzas e ruínas onde antes havia júbilo. Nas praças de Israel, assim diziam os profetas: ‘Corrompemos a geração. Tombamos dos degraus. Somos por ora a sombra da sombra de um filho pródigo. Arrependei, purgai, arrojai poeira sobre vossas cabeças’. Sete dias e sete noites se passaram. Entre as cinzas do templo da montanhas, levantou-se José, filho de Maria e de Marim, a quem juravam morto há oitenta anos. E o ancião anunciou: ‘Ainda vivo. E anuncio que Dunguiel, general bovineu, comandará nossos homens, mesmo tendo perdido sua última batalha’. Na manhã seguinte, cruzes ergueram-se nos montes de Jerusalém. A cada doze delas, lia-se uma mensagem: ‘Aqui dormirão os escribas’."

"Os tropiqueus então jaziam na estrada, enfastiados como cortesões da Babilônia. Por três semanas, entregaram-se eles aos prazeres havelangitas, em orgias adornadas pela imagem de uma besta-fera chamada Fuleque. O Senhor de Israel viu tudo, e se arrependeu de ter eleito os tropiqueus para realizar portentos nos campos consagrados. E disse o Senhor: ‘Dos grandes aos pequenos, dos joiados aos remediados, varrerei da terra os truques e os artifícios pelo quais ficaram conhecidos os tropiqueus em seus jogos’. Desceram naquele dia sobre os tropiqueus sete pragas do norte, pelos pés e pelas mãos de bárbaros do norte. No templo das montanhas, restaram apenas cinzas e ruínas onde antes havia júbilo. Nas praças de Israel, assim diziam os profetas: ‘Corrompemos a geração. Tombamos dos degraus. Somos por ora a sombra da sombra de um filho pródigo. Arrependei, purgai, arrojai poeira sobre vossas cabeças’. Sete dias e sete noites se passaram. Entre as cinzas do templo da montanhas, levantou-se José, filho de Maria e de Marim, a quem juravam morto há oitenta anos. E o ancião anunciou: ‘Ainda vivo. E anuncio que Dunguiel, general bovineu, comandará nossos homens, mesmo tendo perdido sua última batalha’. Na manhã seguinte, cruzes ergueram-se nos montes de Jerusalém. A cada doze delas, lia-se uma mensagem: ‘Aqui dormirão os escribas’."

“Os israelitas se juravam grandes naqueles dias. ‘Tremem as nações diante da visão de nosso manto tecido em ouro’, diziam os soberbos entre eles. Mas, nas batalhas, então, a vitória lhes sobrevinha não por dádiva, mas por astúcia. Apesar das provações, seus generais não diziam graças: antes profetizavam outras glórias aos escribas. Eram esses generais dois: Luiz Felipe, bovineu, e Carlos, ipanemita que provara do fruto da parreira e certa tarde anunciara: ‘Nossas mãos já tocam o cálice do Senhor’. No oitavo do sétimo mês, faltaram os israelitas Neemar, filho de Neemar, e Tiago, o irmão do pranto. Mesmo assim, abriram eles as portas do templo da montanha para exibir sua glória a estrangeiros vindos do norte, bárbaros na origem e justos no proceder. Naquele dia, os israelitas choraram. Viram das mãos e dos pés dos gentios saírem milagres: nem um, nem dois, mas em número de sete, até quando os gentios descansaram, por piedade. Luiz Felipe, bovineu, ergueu os olhos aos céus, e clamou: ‘Senhor, por que rejeitas a nossa oferta? Por que nos atiras ao Vale da Pane?’. E os céus se fecharam, e houve breu.”

“Os israelitas se juravam grandes naqueles dias. ‘Tremem as nações diante da visão de nosso manto tecido em ouro’, diziam os soberbos entre eles. Mas, nas batalhas, então, a vitória lhes sobrevinha não por dádiva, mas por astúcia. Apesar das provações, seus generais não diziam graças: antes profetizavam outras glórias aos escribas. Eram esses generais dois: Luiz Felipe, bovineu, e Carlos, ipanemita que provara do fruto da parreira e certa tarde anunciara: ‘Nossas mãos já tocam o cálice do Senhor’. No oitavo do sétimo mês, faltaram os israelitas Neemar, filho de Neemar, e Tiago, o irmão do pranto. Mesmo assim, abriram eles as portas do templo da montanha para exibir sua glória a estrangeiros vindos do norte, bárbaros na origem e justos no proceder. Naquele dia, os israelitas choraram. Viram das mãos e dos pés dos gentios saírem milagres: nem um, nem dois, mas em número de sete, até quando os gentios descansaram, por piedade. Luiz Felipe, bovineu, ergueu os olhos aos céus, e clamou: ‘Senhor, por que rejeitas a nossa oferta? Por que nos atiras ao Vale da Pane?’. E os céus se fecharam, e houve breu.”

"Subiu Dilma ao templo dos itaqueritas num dia de festa. Os zelotes entre os fiéis perceberam, e enunciaram uma praga: ‘Que visite Sodoma e que Sodoma a visite’. Os conselheiros da rainha viram no grito dos zelotes uma ofensa, e assim se queixaram: ‘As feras criadas pelos mercadores gritam por carne’. Inácio, rei antigo, viu tudo de sua janela. E então disse Inácio: ‘Buscai as mãos desses homens. Nelas, não encontrareis calos, nem traços de enxada’. E os zelotes enunciaram ainda mais pragas."

"Subiu Dilma ao templo dos itaqueritas num dia de festa. Os zelotes entre os fiéis perceberam, e enunciaram uma praga: ‘Que visite Sodoma e que Sodoma a visite’. Os conselheiros da rainha viram no grito dos zelotes uma ofensa, e assim se queixaram: ‘As feras criadas pelos mercadores gritam por carne’. Inácio, rei antigo, viu tudo de sua janela. E então disse Inácio: ‘Buscai as mãos desses homens. Nelas, não encontrareis calos, nem traços de enxada’. E os zelotes enunciaram ainda mais pragas."

“O sacerdote Sanchiel tomou a frente, e disse aos coríntios entre os itaqueritas: ‘O amor é uma obra inacabada, sempre em construção. A boa vontade do justo se cimenta na paciência, e a tranca para os Céus nunca se abre com presteza. Setenta e sete anos de sangue correram, e eis aqui o nosso templo, reluzente em mármore branco’. Os coríntios entre os itaqueritas saudaram Sanchiel. Os mercadores havelangitas acharam bom. Sanchiel continuou: ‘Para que testemunhem nossa glória, mandamos vir do sul os manueis da ilha, tropiqueus como nós’. Os manueis pisaram então o pátio consagrado. Trajavam eles vestes rústicas e oravam em língua estrangeira, enquanto sacudiam folhas da figueira. Naquela hora, abalou-se sobre o templo uma tormenta. Os coríntios entre os itaqueritas procuraram abrigo, e viram que abrigo não havia, pois o templo, como o amor anunciado por Sanchiel, seguia inacabado. Os manueis perseveraram na oração, para espanto dos homens da terra, e realizaram, ao fim daquele dia, portentos. De geração em geração, a partir de então, os vizinhos dos coríntios fizeram lembrar: ‘No primeiro dia, os coríntios foram estrangeiros em sua própria casa’.”

“O sacerdote Sanchiel tomou a frente, e disse aos coríntios entre os itaqueritas: ‘O amor é uma obra inacabada, sempre em construção. A boa vontade do justo se cimenta na paciência, e a tranca para os Céus nunca se abre com presteza. Setenta e sete anos de sangue correram, e eis aqui o nosso templo, reluzente em mármore branco’. Os coríntios entre os itaqueritas saudaram Sanchiel. Os mercadores havelangitas acharam bom. Sanchiel continuou: ‘Para que testemunhem nossa glória, mandamos vir do sul os manueis da ilha, tropiqueus como nós’. Os manueis pisaram então o pátio consagrado. Trajavam eles vestes rústicas e oravam em língua estrangeira, enquanto sacudiam folhas da figueira. Naquela hora, abalou-se sobre o templo uma tormenta. Os coríntios entre os itaqueritas procuraram abrigo, e viram que abrigo não havia, pois o templo, como o amor anunciado por Sanchiel, seguia inacabado. Os manueis perseveraram na oração, para espanto dos homens da terra, e realizaram, ao fim daquele dia, portentos. De geração em geração, a partir de então, os vizinhos dos coríntios fizeram lembrar: ‘No primeiro dia, os coríntios foram estrangeiros em sua própria casa’.”

"O anjo do Senhor encontrou Geraldo, o Médico, às portas do palácio, e disse: ‘Filho do homem, a tu, que vestes o manto de penas para reinar sobre os itaqueritas, participo-te em nome do Senhor: Cairá sobre os teus domínios uma praga nunca percebida desde o tempo dos faraós do Egito, e será essa praga a da seca’. Então respondeu o Médico: ‘Sou um rei penitente. Oro sobre a pedra. Amasso o barro. Mortifico a carne. E a justiça ao justo?’. O anjo retrucou: ‘Filho do homem, por agora, a paga dos teus será a água morta. Com essa água amarga derramarão os vasos e banhar-se-ão os teus’. Sete semanas se passaram, e a seca veio. Geraldo assim falou ao povo: ‘Os céus testam nosso reino e nossa casa milenar. Os açudes, eles mesmos, têm sede. Ipanemitas e tijuqueus viraram-nos as costas. As aldeias e as cidades sofrem, mas a culpa é de ninguém. Pela fé, extraí do fundo um maná em goles, uma água limpa, viva, digna dos príncipes da Pérsia, Assíria e Babilônia. Goza dela como a uma dádiva’."

"O anjo do Senhor encontrou Geraldo, o Médico, às portas do palácio, e disse: ‘Filho do homem, a tu, que vestes o manto de penas para reinar sobre os itaqueritas, participo-te em nome do Senhor: Cairá sobre os teus domínios uma praga nunca percebida desde o tempo dos faraós do Egito, e será essa praga a da seca’. Então respondeu o Médico: ‘Sou um rei penitente. Oro sobre a pedra. Amasso o barro. Mortifico a carne. E a justiça ao justo?’. O anjo retrucou: ‘Filho do homem, por agora, a paga dos teus será a água morta. Com essa água amarga derramarão os vasos e banhar-se-ão os teus’. Sete semanas se passaram, e a seca veio. Geraldo assim falou ao povo: ‘Os céus testam nosso reino e nossa casa milenar. Os açudes, eles mesmos, têm sede. Ipanemitas e tijuqueus viraram-nos as costas. As aldeias e as cidades sofrem, mas a culpa é de ninguém. Pela fé, extraí do fundo um maná em goles, uma água limpa, viva, digna dos príncipes da Pérsia, Assíria e Babilônia. Goza dela como a uma dádiva’."

"En aquellos días, Francisco de Boedo ya reinaba en Roma. En un sueño, se le apareció un ángel del Señor y el ángel no dijo nada: sólo caminó por las tierras de tropiqueos. Primero, el ángel recorrió una alfombra de tizones en llamas, mientras los demonios caían cerca de la montaña. Luego el ángel hizo dormir a hombres que se decían incapaces de morir. A última hora, el ángel se detuvo frente a la imagen de una cruz que flotaba en el cielo profundo. Entonces despertó el emperador. Francisco llamó a su ayudante, y dijo así: ‘Junta a los novicios, y convoca a una vigilia para que los hombres de mi raíz, los boeditas, vuelvan a su tierra no solamente grandes, pero al fin libres’."

"En aquellos días, Francisco de Boedo ya reinaba en Roma. En un sueño, se le apareció un ángel del Señor y el ángel no dijo nada: sólo caminó por las tierras de tropiqueos. Primero, el ángel recorrió una alfombra de tizones en llamas, mientras los demonios caían cerca de la montaña. Luego el ángel hizo dormir a hombres que se decían incapaces de morir. A última hora, el ángel se detuvo frente a la imagen de una cruz que flotaba en el cielo profundo. Entonces despertó el emperador. Francisco llamó a su ayudante, y dijo así: ‘Junta a los novicios, y convoca a una vigilia para que los hombres de mi raíz, los boeditas, vuelvan a su tierra no solamente grandes, pero al fin libres’."

"Os varões chegaram à campina, e montaram acampamento entre as colunas de fumaça, pois ali lhes parecia bom. O mais bravio entre eles proclamou: ‘A esta terra chamaremos S0d0ma, para que os filhos de Ló possam para cá regressar sem medo’. Àquela hora, por ali passava um barqueiro, de nome Paulo, sábio entre os silvinos. E perguntou Paulo: ‘Sabei vós que esta campina hoje tomada pelo sal e pelo enxofre foi um dia devastada pela ira do Altíssimo?’. O mesmo varão respondeu: ‘Nada temos com os antigos sodomitas e seus modos, isso te asseguro. Somos g0ys, os mais justos entre as nações’. Então seguiu rumo o barqueiro silvino, cantando no Jordão o hino de seus ancestrais: 
Como era grande a piroga deleDescendo o rio, correndo a Eilat.”

"Os varões chegaram à campina, e montaram acampamento entre as colunas de fumaça, pois ali lhes parecia bom. O mais bravio entre eles proclamou: ‘A esta terra chamaremos S0d0ma, para que os filhos de Ló possam para cá regressar sem medo’. Àquela hora, por ali passava um barqueiro, de nome Paulo, sábio entre os silvinos. E perguntou Paulo: ‘Sabei vós que esta campina hoje tomada pelo sal e pelo enxofre foi um dia devastada pela ira do Altíssimo?’. O mesmo varão respondeu: ‘Nada temos com os antigos sodomitas e seus modos, isso te asseguro. Somos g0ys, os mais justos entre as nações’. Então seguiu rumo o barqueiro silvino, cantando no Jordão o hino de seus ancestrais: 

Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo a Eilat.”

"Sermão de Celebeu, reclinado sobre uma pedra na cidade de Roriz: ‘No poço corrompido não lavará o sacerdote o seu manto. Do vaso quebrado não beberá o nazireu o seu gole. Com o animal impuro não dividirá o pastor a sua tenda. Desde o jugo dos gajos, os príncipes de Israel empregam feiticeiros para que cuidem de seu tesouro. Um dia, passeiam esses homens com barras de ouro cobertas de manchas. No outro dia, o mesmo ouro surge limpo, no alforje dos mercadores. A esses feiticeiros, nossos antigos chamaram "doleiros", pois carregam eles a culpa pelos príncipes. A astúcia grita: quando perguntados, os senhores de Israel juram não ter com os doleiros, mas a Corte dos Céus a isso enxerga. Por isso, remediados, ofendidos e humilhados da terra, eu vos digo: do doleiro não tomeis nem o travesseiro’."

"Sermão de Celebeu, reclinado sobre uma pedra na cidade de Roriz: ‘No poço corrompido não lavará o sacerdote o seu manto. Do vaso quebrado não beberá o nazireu o seu gole. Com o animal impuro não dividirá o pastor a sua tenda. Desde o jugo dos gajos, os príncipes de Israel empregam feiticeiros para que cuidem de seu tesouro. Um dia, passeiam esses homens com barras de ouro cobertas de manchas. No outro dia, o mesmo ouro surge limpo, no alforje dos mercadores. A esses feiticeiros, nossos antigos chamaram "doleiros", pois carregam eles a culpa pelos príncipes. A astúcia grita: quando perguntados, os senhores de Israel juram não ter com os doleiros, mas a Corte dos Céus a isso enxerga. Por isso, remediados, ofendidos e humilhados da terra, eu vos digo: do doleiro não tomeis nem o travesseiro’."

"Um emissário do reino foi ao Rabi Abravanel de Anhanguera entre as palmeiras de Miami. E disse o emissário: ‘A guerra se faz em seus campos, e um sacrifício deve ser feito em nome da paz. Derruba Raquel de Tambaú do trono de teu templo, pois com ela inflama-se a tenda dos zelotes, ou os essebeteus jamais verão o ouro da arca de Salomão novamente’. E Rabi Abravanel disse ao anjo: ‘Negociemos. Envio Raquel para meditar por sete dias e sete noites no deserto, até que se faça a paz. Então a coloco novamente no trono, onde ela pregará em silêncio. Leva minha oferta à rainha, herdeira do baú de Salomão’. E o emissário voltou a Jerusalém. E Raquel passou a falar da língua das pedras e das árvores."

"Um emissário do reino foi ao Rabi Abravanel de Anhanguera entre as palmeiras de Miami. E disse o emissário: ‘A guerra se faz em seus campos, e um sacrifício deve ser feito em nome da paz. Derruba Raquel de Tambaú do trono de teu templo, pois com ela inflama-se a tenda dos zelotes, ou os essebeteus jamais verão o ouro da arca de Salomão novamente’. E Rabi Abravanel disse ao anjo: ‘Negociemos. Envio Raquel para meditar por sete dias e sete noites no deserto, até que se faça a paz. Então a coloco novamente no trono, onde ela pregará em silêncio. Leva minha oferta à rainha, herdeira do baú de Salomão’. E o emissário voltou a Jerusalém. E Raquel passou a falar da língua das pedras e das árvores."

"Durante setenta e sete anos, os homens empastaram sangue em ouro para erguer o mais rico templo dos itaqueritas. ‘Ficará pronto a tempo dos jogos’, diziam os guardas que empunhavam as lanças de fifas. Nas pedras do templo, havia a inscrição: ‘FVLECO REX DECLARATVS. VALQUES, LVLA ET DILMVS AVDIERVNT: DA AVRVM ODEBRECTVS’."

"Durante setenta e sete anos, os homens empastaram sangue em ouro para erguer o mais rico templo dos itaqueritas. ‘Ficará pronto a tempo dos jogos’, diziam os guardas que empunhavam as lanças de fifas. Nas pedras do templo, havia a inscrição: ‘FVLECO REX DECLARATVS. VALQUES, LVLA ET DILMVS AVDIERVNT: DA AVRVM ODEBRECTVS’."

"Um fariseu caminhava pela cidade de Roriz, dura flor do deserto, quando enxergou o profeta Ariano prostrado no chão. E disse o fariseu: ‘Vede como tratam os justos nesta terra de apóstatas’. Houve escândalo, e os zelotes chegaram a clamar: ‘Que se lavem os palácios com o sangue dos ímpios’. Então um discípulo de Ariano tomou a frente, e fez por bem explicar: ‘Assim é que repousam os santos sobre os recifes, conforme o costume’.”

"Um fariseu caminhava pela cidade de Roriz, dura flor do deserto, quando enxergou o profeta Ariano prostrado no chão. E disse o fariseu: ‘Vede como tratam os justos nesta terra de apóstatas’. Houve escândalo, e os zelotes chegaram a clamar: ‘Que se lavem os palácios com o sangue dos ímpios’. Então um discípulo de Ariano tomou a frente, e fez por bem explicar: ‘Assim é que repousam os santos sobre os recifes, conforme o costume’.”

"Carta aos Festivos: Ao nascer do sol, Pondel, aquele que portava o incenso durante as cerimônias, foi aos homens e disse: ‘Façam abrir as portas de Roma, para que aqui haja música, e haja festa, e hajam licores. Devemos atrair as mulheres, principalmente as jovens, que hoje preferem se deitar com os apóstolos daquele que se diz filho do Senhor’. Mas a voz de Pondel foi ouvida pelos israelitas e se espalhou até o Egito. E metade das gentes fez-se rir. A outra metade se revoltou."

"Carta aos Festivos: Ao nascer do sol, Pondel, aquele que portava o incenso durante as cerimônias, foi aos homens e disse: ‘Façam abrir as portas de Roma, para que aqui haja música, e haja festa, e hajam licores. Devemos atrair as mulheres, principalmente as jovens, que hoje preferem se deitar com os apóstolos daquele que se diz filho do Senhor’. Mas a voz de Pondel foi ouvida pelos israelitas e se espalhou até o Egito. E metade das gentes fez-se rir. A outra metade se revoltou."

"Os zoeiritas escreveram na pedra do tuinto: ‘Rasguemos as vestes, pois Catra, o profeta, está morto’. Houve choro, e houve medo. Catra, que adormecia entre aquelas que conhecera, soube, e mandou avisar: ‘Meus discípulos, meus duzentos e sessenta filhos, minhas setenta esposas enfileiradas e minhas trezentas e sessenta concubinas amparadas sob a minha tenda precisam saber: Catra vive, e a obra ainda está por fazer. E cá vos digo: não há mais bravio na Casa de Israel; agora quem manda são as donzelas’."

"Os zoeiritas escreveram na pedra do tuinto: ‘Rasguemos as vestes, pois Catra, o profeta, está morto’. Houve choro, e houve medo. Catra, que adormecia entre aquelas que conhecera, soube, e mandou avisar: ‘Meus discípulos, meus duzentos e sessenta filhos, minhas setenta esposas enfileiradas e minhas trezentas e sessenta concubinas amparadas sob a minha tenda precisam saber: Catra vive, e a obra ainda está por fazer. E cá vos digo: não há mais bravio na Casa de Israel; agora quem manda são as donzelas’."

"Dilma já reinava sobre a Terra de Israel quando foi ter com Tarso, príncipe dos bovineus. Corria o décimo mês, e naquele dia festejavam os justos com os seus rebentos. Ao lado de Tarso, assim disse Dilma ao povo: ‘Se hoje lembramos das crianças, lembremos das mães, dos pais e dos mestres, mas também dos animais, criaturas do Senhor. Sempre que vemos um pequeno israelita, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo sagrado’." 

"Dilma já reinava sobre a Terra de Israel quando foi ter com Tarso, príncipe dos bovineus. Corria o décimo mês, e naquele dia festejavam os justos com os seus rebentos. Ao lado de Tarso, assim disse Dilma ao povo: ‘Se hoje lembramos das crianças, lembremos das mães, dos pais e dos mestres, mas também dos animais, criaturas do Senhor. Sempre que vemos um pequeno israelita, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo sagrado’." 

“O profeta subiu ao promontório, e falou ao povo: ‘Dormia eu sob um cipreste quando tive um sonho. Um urubu gordo e um leão magro caçavam na floresta. O urubu tinha asas de um negro brilhante, e em suas garras estavam anilhas de ouro e rubi. O leão andava como uma sombra; na ponta de seu corpo descarnado, uma juba seca cobria os cantos de uma boca em que ardia a fome de gerações. Do alto, no céu, o urubu vigiava as presas, e atacava quando elas fraquejavam. De baixo, no chão, o leão mal acordava, e só avançava sobre o que passava sob seu nariz. Numa tarde de primavera, o urubu carregou a carcaça de um antílope para uma clareira no centro da floresta. Ao chegar, encontrou o leão com a carcaça de um segundo antílope. Em torno do leão, reuniam-se outros animais, como que impressionados. O urubu fez por bem se retirar. Quando decidiu voltar, o urubu topou com uma coruja, e ela tinha o poder da fala: ‘Viste o leão magro? Capturou a um antílope como nunca se viu nesta floresta’. O urubu então saiu voando. Do alto, passou a observar a sua sombra, e assim seguiu por oitenta e sete dias’. O profeta parou. Um homem do povo perguntou: ‘O que quer dizer esta história?’. O profeta saiu em silêncio.”

“O profeta subiu ao promontório, e falou ao povo: ‘Dormia eu sob um cipreste quando tive um sonho. Um urubu gordo e um leão magro caçavam na floresta. O urubu tinha asas de um negro brilhante, e em suas garras estavam anilhas de ouro e rubi. O leão andava como uma sombra; na ponta de seu corpo descarnado, uma juba seca cobria os cantos de uma boca em que ardia a fome de gerações. Do alto, no céu, o urubu vigiava as presas, e atacava quando elas fraquejavam. De baixo, no chão, o leão mal acordava, e só avançava sobre o que passava sob seu nariz. Numa tarde de primavera, o urubu carregou a carcaça de um antílope para uma clareira no centro da floresta. Ao chegar, encontrou o leão com a carcaça de um segundo antílope. Em torno do leão, reuniam-se outros animais, como que impressionados. O urubu fez por bem se retirar. Quando decidiu voltar, o urubu topou com uma coruja, e ela tinha o poder da fala: ‘Viste o leão magro? Capturou a um antílope como nunca se viu nesta floresta’. O urubu então saiu voando. Do alto, passou a observar a sua sombra, e assim seguiu por oitenta e sete dias’. O profeta parou. Um homem do povo perguntou: ‘O que quer dizer esta história?’. O profeta saiu em silêncio.”